sexta-feira, 17 de abril de 2015

Sr. G - Capítulo 21


Capítulo 21 

Patrícia Alencar Rochetty

Obviamente, já experimentei sexo oral antes, com diversos parceiros, falsificando, nessas ocasiões, diversos orgasmos. E isso fez com que eu sempre fugisse de todos com os que me relacionei, porque morria de medo que descobrissem minha total inabilidade em ser uma mulher completa e satisfeita.
Hoje, descobri que sou sadia, normal e capaz de sentir prazer, graças ao homem delicioso que é o Carlos, por quem fui muito bem fodida. Diante dessa descoberta, arrependo-me de cada orgasmo que fingi ter, porque eu deveria ter ficado muda e mostrado a todos os idiotas egoístas com que já transei que o problema não era meu, mas, sim, deles, que não tinham um décimo da competência do meu garanhão.

A partir de hoje, adotarei um lema que será como um mantra em minha vida, que é, se um dia conhecer um homem e este não me levar ao pico do Everest, vou reagir de maneira verdadeira, sem fingir, ao mesmo tempo em que vou imaginar-me dizendo ao bastardo: “Você não é capaz de tirar de uma mulher nem apenas um suspiro de prazer. Vá aprender, nos livros, filmes ou pela internet como se leva uma mulher ao seu auge”.

Entendo que, em se tratando de atingir o orgasmo, existe uma diferença gritante entre homens e mulheres, a ponto de parecer que, ao invés de trabalharem para o bem comum, homens e mulheres vivem numa disputa para atingir o prazer supremo, assim como gregos e troianos, gatos e ratos, cuja parte mais fraca são as mulheres, que sempre estão em desvantagens nos seus placares. Porém, comigo, isto muda a partir de agora, pois serei definitivamente egoísta e não permitirei prazer somente a eles. Nem mortinha!!!

Não que haja um culpado pela falta de um orgasmo, mas, a falta de um cuidado maior com o prazer do outro, que devem esforçar-se para haver um ajuste entre o que agrada um e o outro. O duro que, até hoje, eu culpava apenas o meu amigo Sr. G por não chegar lá, como se houvesse algo errado comigo! Mas, as coisas mudaram... "Necas de Pitibiriba" que ficarei a ver navios novamente. Abrir mão do prazer em uma relação, além de frustrante, é sinal de que as peças não se encaixam. E percebo que não é porque o Carlos é um Deus da gostosura que me leva ao clímax, mas, sim porque vejo, em seus olhos, o quão preocupado ele é com o bem estar de sua parceira. 

Neste momento, não posso nem dizer que estou de queixo caído com o que aconteceu, porque o Carlos levanta o meu queixo, com seus dedos longos e habilidosos e mostra o quanto sou desejada por ele. Também não posso dizer que sou intocável, pois ele conseguiu atingir minha alma, com carinho, deixando-me totalmente à sua mercê e comandando meus sentidos a esperar o melhor momento para ser completamente sua. Se esta foi uma mera amostra do que ele pode fazer, invoco todas as Nossas Senhoras das Mulheres Sortudas de Uma Figa para me ajudarem.

− Oi? Você está tão quieta – sua voz rouca é sexy como um inferno! Pisco para ele, sorrindo.

− Estou restabelecendo-me, bonitão! Pensa que é fácil subir aos céus e, depois de ter uma visão do paraíso, voltar para a Terra tão fácil e rápido, é? – falo logo, brincando, para que ele não perceba o turbilhão em que estão minha mente e meus sentimentos. Também estou abismada ao sentir a sua ereção encostada em meu corpo, pois o homem recupera-se rápido!

− Patrícia, estou muito feliz por você ter confiado em mim – ele corre os dedos por minha pele arrepiada.

− Foi incrível! Também estou feliz por ter confiado em você – ele não tem a menor noção de como estou feliz, a ponto de meus lábios vaginais e o Sr. G ficarem em festa, chegando até a baterem palminhas...

− Vamos tomar um banho e tirar o cheiro da cevada e das flores de lúpulo dos nossos corpos. 

Para mim, uma cerveja nunca mais será a mesma, ainda mais uma Germânica, cujo cheiro ficará impregnado em minha pele e nas minhas lembranças para o resto da vida. 

Ele beija minha testa e levanta-se, caminhando nu para o corredor que dá acesso ao banheiro. Sinto cócegas em todos os meus nervos, uma preguiça gostosa pós orgasmo, então, enrolo um pouquinho na cama e ele logo aparece na porta do quarto.

− O chuveiro está esperando por nós. Vem, linda menina! – o divertimento aparece, em seus lábios, ao me ver rolar, de um lado para o outro, na cama.

Seu membro continua totalmente ereto e, fatalmente, lembro-me de algo engraçado. Existia um jogo que meu irmão jogava, no atari, chamado x-man, no qual o homenzinho ficava com o pipi duro, percorrendo os caminhos e comendo tudo o que encontrava pela frente. O mais engraçado era, na verdade, a musiquinha, que emitia sons engraçados, como: tu... tu... tu... tu... Só que, quando ele alcançava o objetivo, o som mudava para: tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu. O Carlos está parecendo esse homenzinho, sempre de pau duro e pronto para sair comendo em qualquer oportunidade que se apresente...

Levanto, num piscar de olhos, divertida, tentando não cair na gargalhada por causa dos meus pensamentos. 

− Sempre pronto, garanhão? – ele chega perto de mim, parando à minha frente, como que aguardando uma explicação, e diz.

− Não entendi! – ah, tá! É ruim não ter entendido, hein? – Para que, especificamente, estou sempre pronto?

− Sua ereção. Ela nunca relaxa... – engole esta bonitão! Você tinha certeza de que eu ficaria constrangida, né? Caiu do cavalo, benzinho...

− Ah! Minha ereção? Vá se acostumando, boneca. Ela está sempre pronta para satisfazer os desejos de uma bela menina como você. 

Fecho a cara, de repente, sem conseguir acreditar que ele disse isso! Toda a sensibilidade que demonstrou até agora, foi superada por uma simples e curta frase.

− Então, poupe esta bela ereção para qualquer uma de suas belas meninas, porque eu já tive o privilégio de ter o meu quinhão − dou uma piscada arrogante para ele e caminho para o banheiro, sozinha.

O libertino sem vergonha ri alto.

− Não adianta esconder-se, a casa é muito pequena e não há sequer um esconderijo para esse ciúme repentino, linda menina! 

Bufo, nervosa, fechando a porta do banheiro na cara dele. O que foi isto, Patrícia? O que foi essa ceninha barata de novela mexicana? Será que apenas alguns orgasmos foram capazes de me tornar tão vulnerável? Meleca! Mil vezes meleca! Eu sabia que isso não daria certo. Mas, convenhamos, foi de muito mau gosto ele falar de outras mulheres, para uma que acabou de foder, não é? Como será que ele iria sentir-se se eu dissesse que eu estou sempre pronta para ser satisfeita por um belo boy magia? Está certo que o fato de termos transado não me concede nenhum direito de exclusividade, entretanto, ele foi extremamente grosseiro, ah, isto foi!

Bem, independentemente de qualquer coisa, isto não justifica o fato de que fui ridícula. Acho que ele assustou-se com a minha ceninha medíocre ou está dando um tempo para eu perceber a besteira que fiz, porque ele demora uns bons minutos para vir atrás de mim.

Ele abre a porta do banheiro e eu nem posso xingar-me, mentalmente, por não a ter trancado, porque a velha porta nem trinquinho tem. 

− A água está quente, morna ou fria? − pergunta-me, com um sorriso cínico.

− Normal – faço-me de indiferente, para disfarçar meu constrangimento.

− Que bom! Adoro quando a água está normal... é minha temperatura preferida, porque a aquecer é mais rápido e requer menos tempo – ele ri, malicioso, entrando no chuveiro comigo, imponente, com seus gominhos do abdômen à mostra, pressionando-me contra a parede fria. Desafiante e provocador, ele abaixa, estendendo o braço cheio de veias saltadas, pega a bucha que está no chão e derrama um pouco de sabonete líquido – Só a água não limpa o corpo, pequena. 

Se ele encostar essa bucha em mim, acho que sou capaz de não aguentar mais segurar meu corpo, pois as minhas pernas já estão com os músculos em frangalhos só de sentir o calor do seu corpo.

− Se for ensaboar-se, você pode sair um pouco da água enquanto isso, para eu enxaguar-me? − ele finge que não me ouve. 

− Deveria ser proibido ter pintas espalhadas tão sensualmente assim pelo corpo. Olha esta aqui, na sua coxa, perto da virilha! Parece que foi esculpida para indicar o caminho da felicidade – Senhor das Buchas Sensuais, socorro! Ele está passando a bucha sobre ela! – Pequena, quando me disse que seu corpo tinha outras pintas foda-me, não imaginei serem tantas assim! Esta aqui, próxima do seu umbigo, é de tirar o fôlego – ele continua subindo a bucha, como se minha tentativa frustrada de indiferença não o afetasse. 

Antes que ele fale das minhas pintas perdidas pelo meu busto e eu desmanche em suas mãos, viro para parede para reunir coragem suficiente para enfrentá-lo.

− Não adianta passar a bucha sobre elas querido, não são sujeiras. Como você mesmo disse, elas foram esculpidas em meu corpo.

− O que é isto? Uma tela pintada, com a mais bela bunda empinada que já vi! Não existe nada mais sensual... – filho de uma mãe! Ao falar isso, ele puxa meus quadris para junto do seu corpo. Prendo a respiração.

− Não preciso do seu escovão nas minhas nádegas, porque estou acostumada com buchas macias. Então, será que pode desencostar este escovão de mim? – eita, não para neste ponto, não, motorista! Apertei o botão de parada no ponto errado! Segue viagem, pelo amor de Deus, penso comigo.

− Se não está acostumada, posso garantir-lhe que, se experimentar meu escovão duro neste seu lindo buraquinho traseiro, pode passar a se acostumar tanto com seu tamanho e dureza, que nunca mais vai querer nada macio nele – este homem é pós-graduado em sedução!

− Você tem resposta sexual para tudo?

− Como disse antes, menina das pintas foda-me, são desejos lascivos por você – ele passa a mão pelo meu corpo e, com o braço, alcança meus seios e esfrega a bucha, enquanto sussurra, no meu ouvido – Já teve um amo, na sua vida, banhando o seu corpo?

− Vários – digo, divertida com a menção à palavra amo. Não quero polemizar agora, mas, esse palavreado “sadô” dele é engraçado, ainda mais porque isso é, de fato, visto como uma coisa natural por ele – Aliás, viver aqui, na Idade Média, traz alguns privilégios – bufo, disfarçando meu gemido na garganta. Se ele pensa que citar outras mulheres, como referência de algo, é uma coisa que eu vou aceitar, um dia, está muito enganado, nem mesmo ele sendo apenas uma transa casual de uma noite. 

− Você fantasia muito bem e disfarça tão bem quanto! Adorei ouvir seu gemidinho de satisfação – ainda com o queixo apoiado no meu pescoço, ele desce a esponja pelo meu corpo, parando e passando por minha pélvis, próximo à minha virilha. E é nesse ponto que minha temperatura sobe.

− Meu banho encerra-se aqui. Foi bom receber seus serviços de lavagem, Sr. Garanhão – dou um passo para me desvencilhar de seus braços, pois preciso fugir deste homem e, quanto mais longe dele ficar, meus hormônios, mais rápido sossegarão. 

− Ainda não acabei, Patrícia! – ele segura meus cabelos molhados, puxando-os, levemente, fazendo com que eu arqueei minha cabeça de encontro à sua boca – Nunca faço serviço incompleto. Ainda faltam os seus cabelos. 

Meus globos oculares parecem que vão pular dos meus olhos, minha boca seca, minhas pernas fraquejam e, pela primeira vez depois de minutos, o Sr. G dá fisgadas de felicitação. A leve dor do seu puxão em meus cabelos é substituída por ondas de luxúria, mesmo depois de ele ter aliviado o aperto.

− Eu já lavei meus cabelos – consigo dizer

− Vire-se, Patrícia! Não se feche para mim, pequena! Diga-me o que foi que te incomodou para que eu possa consertar.

De repente, sinto-me estúpida por estar tão irritada sem motivos justos. 

− Desculpe-me, nem eu sei explicar o que aconteceu! Acho que me entregar ao domínio de alguém, dando o controle da situação a outra pessoa, mexeu muito comigo, por ir contra tudo o que sempre acreditei a meu respeito... − ele abraça-me, debaixo d’água, que cai sobre nós.

− Você não foi contra tudo o que sempre acreditou, apenas se permitiu entregar-se a alguém que iria dar-lhe o máximo prazer possível! Está tudo bem, minha menina! Ainda vamos trabalhar juntos com os muitos demônios que aterrorizam a ambos, pois isso não é exclusividade sua. Nunca tive ilusões ou sonhos de compartilhar minha vida com alguém, na verdade! E todos os relacionamentos que sempre tive, na minha vida, foram físicos e sem maiores envolvimentos emocionais, como tinha que ser. Mas, com você, sinto que tudo é mais, por isso, desejo muito lhe provar o quanto estou disposto a arriscar com você, no sentido de ficarmos juntos, sem “prazo de validade” para expirar.

Tento argumentar para lhe esclarecer que não funciono assim, isto é, que não tenho pretensão quanto a romances, mas, ele interrompe-me.

− Eu sei que vai dizer que não nos conhecemos o suficiente, mas, o que vivemos há dois anos e neste final de semana, faz com que eu tenha certeza de que queremos a mesma coisa. Posso sentir isso quando você respira, quando você olha para mim e, também, quando você tenta tocar meu corpo. Não acredite que as coisas são precoces, porque elas não são. A química, quando tem que acontecer, acontece a qualquer momento. 

Não para não, mundão! Ele está dizendo tudo isto com sinceridade! Consigo perceber por seus olhos... Se fossem meras palavras perdidas ao vento, num primeiro encontro, eu até poderia pensar que ele estava querendo apenas uma transa comigo, mas, a forma que ele diz cada palavra, faz com que sinta que é verdadeiro e profundo. 

Levanto a cabeça, assustada com a sua declaração, batendo-me uma vontade de correr, mas, ele, sempre atento, dá tudo o que preciso, um beijo terno, cheio de mensagens e promessas. Nossas línguas entrelaçam-se e buscam-se, sôfregas e com o mesmo intuito, o de tentar ser feliz.

Sua honestidade faz com que eu tenha coragem de me abrir.

− Carlos, eu não sei fazer a coisa de permanente... 

− Vamos descobrir, juntos, como fazer isto! Eu vou cuidar de você! Confie em nós! – uma flecha do cúpido rasga a barreira de proteção que me envolve.

− Posso ser muito difícil... – brinco com ele

− Nunca desejei que fosse fácil – ele beija minha cabeça, como uma carícia – Estou só em dúvida se será mais difícil conquistar você ou abrir as pregas desse seu orifício tentador e apertado – Agora é ele quem brinca com a situação, passando seu dedo, de leve, pelo local que quer desbravar. Para mim, é uma brincadeira de mau gosto, é claro, porque, só de imaginar seu membro grosso rasgando-me arrepio-me de antecipação. Acho que o prefiro paparicando-me.

− Você é um tarado!

− Se depender de mim, você também se tornará uma ninfomaníaca. 

Ele fecha o registro do chuveiro e vira para pegar nossas toalhas. Garanhão, acredite em mim, sou muito mais ninfomaníaca do que você possa imaginar! Olho suas costas bem desenhadas e convidativas. Sinto um desejo insuportável de sentir o seu sabor, de tomar tudo que é dele para mim. Uma volúpia desenfreada de posse invade-me! Sei que chegou a hora de eu mostrar-lhe que, num relacionamento, ambos têm que se entregar e confiar um no outro. É uma via de mão dupla! Dou um passo em sua direção, minhas mãos tocam seus músculos, com as pontas do dedo, e minhas unhas viram garras. Ele paralisa, seus nervos tencionam e consigo ouvir sua respiração ficar irregular e seu coração acelerar.

− Não pode dizer a uma mulher que ela virará uma ninfomaníaca, pois você pode acordar o monstro que existe dentro dela, a qualquer momento, garanhão! – digo as palavras com coragem, ao mesmo tempo em que vou descendo minhas unhas em sua pele, seguidas pela minha língua. 

Ao chegar ao seu umbigo, levanto minha cabeça, olho firme para seus olhos, passo a língua pelos lábios, como se a saborear algo muito gostoso, num desafio evidente a qualquer gesto seu no sentido de me impedir. Ajoelho-me, no chão frio e escuro, sem nem me importar se ele vai ver isso como um gesto de rendição, no seu modo estranho de “conquista e domínio do território” que, no caso, sou eu. Para mim, acredito que, no sexo, não existem dominadores e dominados, senhores e escravos, fortes e fracos, mas, que deve buscar-se uma comunhão entre pessoas que se despem de qualquer competição ou disputa, a fim de satisfazerem uma a outra, sem egoísmo ou rótulos.

− Você nunca me ouve, né, pequena? – balanço a cabeça, negando, ainda olhando em seus olhos, que brilham tanto, a ponto de quase ofuscar minha visão, de tanto que me encantam! Ele, pretensioso, estende o braço e oferece-me a mão para que eu levante. Longe de fazer com que eu aceite, seu gesto motiva-me ainda mais, deixando-me mais gulosa e resoluta a fazer o que quero muito. Sem mais perda de tempo, seguro sua ereção grossa em minha mão, trazendo-a para a frente do meu rosto, porque minha língua tem sede da única gota que aparece na abertura da sua glande.

− De-li-ci-o-so – digo, entredentes.

− Deliciosa é você, mulher gostosa! – ele diz, olhando nos meus olhos e ainda parecendo querer impor uma posição de comando. Claro que não o satisfaço nesse sentido e, num movimento provocante, abro meus lábios e, lentamente, muito lentamente, deslizo minha língua desde a ponta até a base do seu membro! Vou provando cada pedacinho desse mastro duro e com as veias irrigando-o loucamente. Gulosa, quero ter o máximo dessa coisa pulsante em minha boca, sugando-o até a metade para dentro dela. Sei que, primeiro, tenho que me acostumar com seu tamanho, de maneira a ver se terei condições de aceitar esse mastro inteiro dentro de mim. Sinto cada nervo dele pulsando entre meus lábios que, famintos, ajudam a adequar o seu tamanho à minha garganta.

É simplesmente impossível colocar em palavras a sensação e o gosto do meu garanhão! Ele é gostoso até nisso, além de ter um sabor doce e amadeirado. É, ao mesmo tempo, macio e muito firme! Ainda sinto uma certa resistência da parte dele, então, agarro suas nádegas, com força, afundo minha boca, quase engolindo por completo seu pau irresistível. É justamente nessa sugada mais forte e profunda, que sinto sua capitulação. Suas pernas parecem bambear e um gemido rasgado sai forte de sua garganta! Quase gozo só de ouvir isso, tamanha a minha sede por ele. 

Surpreendentemente, ele parece esquecer qualquer ideia de estar no controle e entrega-se às minhas safadas e bobas mãozinhas, mostrando que gosta do que estou fazendo. 

− Hummmmmm!!! Isso, pequena, engula inteirinho, com essa sua boca gostosa do caralho! – sua voz sai entrecortada e seus olhos penetram nos meus.

Suas palavras sujas repercutem, com força, na minha vulva, que umedece, instantaneamente. Isso me estimula a fazer movimentos ágeis, chupando, com força, todo o seu comprimento, enquanto minha língua massageia os nervos que envolvem o seu pau. Agradeço a algo que li, uma vez, a respeito de sexo oral, informando que a língua não deve ficar parada, enquanto se faz um boquete. Ela tem que trabalhar, em conjunto com a sua garganta. Levo uma de minhas mãos aos seus testículos e massageio, delicadamente, cada um deles. 

Vou ficando cada vez mais gulosa e sendo capaz de levar seu membro mais profundamente. Sinto que ele está para gozar, mas, como o quero por mais tempo, interrompo os movimentos para retardar isso, limitando-me a tirar apenas a língua para fora e a lamber todo o seu comprimento até chegar aos seus testículos. 

Ele segura minha cabeça, afoito e desesperado, tentando voltar a ter atenção de minha boca em toda a sua extensão.

− Esta língua será minha morte... estou tão perto... – sussurra, com a voz tão rouca que mal a reconheço. Claro que preciso, como ele, dar-lhe estímulos verbais, também.

− Você gosta assim, garanhão? – pressiono a língua, deslizando por todo seu nervo dorsal, sem quebrar o contato visual.

− Sim... assim, pequena provocadora, lambe gostoso! – sua voz sobe um oitavo! Sua excitação leva-me igualmente a um nível de tesão tão alto quanto o dele e minha vulva vira puro líquido, querendo participar da brincadeira. Sinto a água escorrer dos meus cabelos molhados para minha espinha, juntando-se ao líquido viscoso que escorre entre minhas coxas. Alucinada para conjugar nosso prazer, desço minha mão para meus seios, massageio os bicos de ambos, passo pelo meu ventre e, abrindo um pouco mais as pernas, mostro a ele o quanto me excita chupá-lo.

Faço movimentos circulares em meu clitóris e percebo que os olhos dele parecem que vão saltar para cima de mim, o que me incentiva a ir além e, com firmeza e rapidez, penetro dois dedos em mim e gemo, engolindo seu pau inteiro. Tiro meus dedos de dentro de mim, molhados pela minha excitação, levanto as mãos e levo-os até próximo da boca dele que, ávido, já vem ao encontro deles, como a voracidade de um leão para devorar sua presa.

− Sinta o gosto do prazer que você desencadeia em mim e o quanto é capaz de fazer com que meu corpo clame pelo seu.

Ele chupa meus dedos, mantendo uma expressão de necessidade que me deixa ainda mais louca de tesão. Tiro meus dedos de sua boca, volto a introduzi-los em mim e digo-lhe.

− Gostosão, você deixa-me tão louca, que preciso sentir a combinação dos nossos sabores juntos – retiro os dedos de dentro de mim, passo-os na ponta do seu pau, que libera mais uma gota e levo-os, descarada e provocante, até a minha boca, chupando-os, junto com seu pau.

– Hummmm, Carlos!!! A combinação perfeita. Você não imagina o quanto é bom! Sinta.

Levanto, uma vez mais, minha mão até sua boca e ele, com uma certa rudeza, de alguém que não aguenta mais de tanta expectativa, na mesma hora abocanha os dois dedos e geme alto. Eu deslizo a língua por sua glande e vou circulando-a, sem pressa, para que ele curta cada pedaço do caminho. Ele geme e joga a cabeça para trás, descendo a mão até os meus seios, que aperta, um por um. Engulo seu pau até o fim e, na mesma hora, sua outra mão voa até meus cabelos, os quais ele enrola, em um rabo de cavalo, segura com força, numa pegada dura, tentando ditar a velocidade de meu movimento. Neste jogo de prazer, nossos corpos ditam as regras da lascívia e luxúria. Com o auxílio de uma de minhas mãos, imprimo um movimento mais rápido em seu pau, para tentar aliviar a dor prazerosa que ele causa-me ao torturar os bicos dos meus seios. Ele começa a puxar meu cabelo, imprimindo a velocidade que lhe convém e eu passo a me masturbar para que nossos músculos exercitem-se juntos, no mesmo ritmo e sintonia. Espasmos de tesão começam a se espalhar por todos os meus sentidos ao sentir suas pernas trêmulas, sua barriga vibrando e seu pênis ficando ainda mais grosso em minha boca.

− Vou gozar na tua boca, minha linda menina, e quero que, quando isso acontecer, seus olhos percam-se nos meus, ao mesmo tempo que engole toda a minha porra. Isso, enfia seu dedo fundo nessa bocetinha apertadinha e vem comigo, pequena! – sua voz é exigente, dura, carente. Mal termina de falar e ouço um grito rascante sair de sua garganta enquanto sinto os jorros quentes em minha boca. Não tenho nojo nem qualquer pudor em engolir tudo o que ele emana. E nem que eu fosse nojenta e não tivesse coragem de engolir seu líquido viscoso, seria capaz de o fazer só para vê-lo sentir a intensidade deliciosa de agora e a beleza do seu corpo a dançar de prazer. Não desperdiço uma única gota e olho para ele. Sorrio, satisfeita, ao ver a sua feição jubilosa. Vou ao delírio com isso, então, pressiono, em movimentos circulares, meu brotinho e suspiro com o prazer que explode em minhas mãos.

− Muito mais delicioso do que eu sonhava! − sua cara de prazer e relaxamento faz-me sentir uma deusa poderosa – Você tem a mais deliciosa boca do caralho que eu já tive o privilégio de sentir e que me propiciou um dos orgasmos mais intensos que já tive.

Sendo quem sou, não consigo evitar de soltar uma de minhas pérolas.

− Isto é apenas uma amostra da ninfomaníaca em potencial que habita os recônditos de meu ser! – digo, rindo, no meu jeito bem humorado de sempre.


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