sábado, 12 de dezembro de 2015

Espírito Cigano

Envolvo o teu nome
no tecido fino dos lábios
e deixo-te ficar até doer


Preciso que me tenhas
a centímetros do teu peito
bem perto dos olhos
e ao nível da boca
para perceber que és real
que não és apenas um vulto
da minha imaginação
que a qualquer instante vais partir
e deixares-me com o teu nome
ainda ardendo nos meus lábios

Imagino-te sorrindo-me
e abrindo-me os braços
em rios de ternura
mas quando avivo o olhar
e fixo o horizonte
desembaciando-os finalmente 
vejo que é apenas o mar no seu silêncio
que me chama…nunca tu
nunca tu, meu amor, nunca tu!


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