domingo, 5 de abril de 2015

Sr. G - Capítulo 19 - 2ª Parte



Carlos Tavares Junior...

Os maiores nomes da vela nacional prestigiam a Rolex Ilhabela Sailing Week. Os velejadores disputam regatas equilibradas, com os melhores de cada categoria. Nas primeiras semanas, não compareci, pois estava no exterior, porém, vendo a organização do evento e a participação dos departamentos competentes da minha companhia, junto com os organizadores, fico orgulhoso por eles trabalharem, nos mínimos detalhes, na divulgação e fixação da marca.

Este evento é um torneio de grande porte, com uma visibilidade gigante. As velas no mar são pura poesia, conforme deslancham. Os velejadores trabalham em equipe, em busca do mesmo resultado, filosofia esta que sempre procurei incutir nos funcionários da minha empresa. E, hoje, a mais bela vela ofuscou a visão de todas as que estavam no mar, com a sua simplicidade e carisma, e só ela teve minha atenção. Quando mandou-me a mensagem dizendo que eu estava em seus pensamentos, tanto quanto ela está no meu, larguei tudo, de maneira inconsequente. Eu precisava sentir seu cheiro, seu calor, ver seu sorriso desafiador e ouvir sua boca inteligente e espontânea. Ela faz com que eu queime como brasa, atraindo-me e fazendo dos segundos ao seu lado um verdadeiro braseiro. Durante anos, após o dia em que descobri a mentira que foi a minha vida, passei a detectar, como uma espécie de radar, as pessoas falsas que se aproximavam de mim, mas, com ela, tudo é diferente! Ela transpira sinceridade, no olhar, não é superficial, e, mesmo se protegendo com unhas e dentes, consegue ser transparente.

Participo da entrega da premiação, cumprimento a todos e distancio-me assim que a boa educação torne possível. Parece que ela tem um imã que atrai o meu corpo, que necessita estar colado ao dela.

O Marco e sua esposa são unânimes e contundentes, quando ligo para eles, minutos antes de voltar para a Patrícia, ao se manifestarem contra os meus planos com relação a ela. O Marco alega que ela é muito “Patricinha”, literalmente falando, para aceitar fazer parte do que planejei, mas, eu, por minha vez, garanto a ele que a levarei em meus ombros, se necessário, para mostrar a ela a Praia do Bonete, a mais linda da ilha. Argumento com ele que ela pode ser teimosa o quanto for, mas, eu sou determinado ao extremo.

Quando soube que eles vão velejar, amanhã cedo, e vão atracar justamente nessa praia, os meus planos encaixaram-se perfeitamente a esse passeio deles. Quero só ver a cara dela, quando descobrir que minha maior qualidade é ver a beleza nas coisas mais simples da vida. Só espero que não se oponha a dormir no casebre que consegui alugar, apesar de eu ter providenciado que uma equipe fosse ao lugar e arrumasse tudo, com antecedência.

Bonete é um pequeno pedaço do céu... Quando vim para Ilhabela, pela primeira vez, foi um dos primeiros lugares que conheci e que superou todas as expectativas que tinha, à época. Existem apenas duas maneiras de se chegar lá, a pé ou de barco. Claro que escolhi a alternativa da caminhada, na qual levaremos de três a quatro horas para chegar até o casebre, claro, dependendo do preparo físico da minha menina.

Foi até engraçado quando eu e o Nandão passamos, rapidamente, de manhã, numa lojinha do comércio local, e escolhemos um biquíni perfeito aos meus planos. Na verdade, meus planos eram unicamente voltados a mantê-la nua o máximo de tempo possível, mas, quando ele observou que ela poderia ficar sem graça ao encontrar com eles nua, amanhã cedo, caso não quisesse usar a mesma roupa com a qual estava vestida. Ao ouvir isso, juro que, sem nem mesmo perceber, parei na primeira loja que vi, porque ninguém, além de mim, vai ver minha pequena nua. Ao descer do carro, logo agradeci aos céus por encontrar, ao lado uma lojinha de lingerie, outra com alguns “brinquedinhos” interessantes. Bem, mochila pronta, no carro, o próximo passo é domar a fera e fazê-la embarcar nessa aventura.

Sentados no restaurante próximo da praia, vejo-a dividindo tarefas com a Bárbara, alimentando a encantadora Isabella, enquanto a mãe alimenta o pequeno sábio Gabriel. Se um dia eu tiver um filho, ficarei feliz se for esperto como o menino. Fiquei impressionado ao perceber como é esperto e conversa olhando nos olhos, de igual para igual, mas, com muito respeito.

− Tio Caios – a pequena princesa delata minha presença.

Aproximo-me da mesa, cumprimento todos e olho diretamente para os olhos da mulher mais charmosa do restaurante.

− Almoça com a gente? – o Marcos pergunta.

− Hoje, não, Marcão! Amanhã, quando levar vocês para conhecerem um lugar bem especial, almoçamos todos juntos.

Volto minha atenção para ela e pergunto-lhe:

− Pronta?

− Para?

− Nosso passeio.

− Não me lembro de ter aceitado! − nada me desconcerta mais do que esta boca desafiadora e provocante.

− Menos mal, pois pode não se lembrar de ter aceito, mas, sua resposta já deixa claro que se lembra de ter sido convidada para um passeio. Portanto, seja educada e venha comigo, pois sabe que nos divertiremos.

Todos riem da minha audácia em responder à provocação dela, diante de todos, como se já soubessem qual seria sua atitude frente à minha imposição. Conhecimento que só uma amizade duradoura e sólida pode propiciar. Por isso é que, penso eu, sua amiga logo fala:

− Vai conhecer a ilha, amiga! As crianças vão descansar, agora. E, além disso, eu e o Marco vamos aproveitar o pequeno descanso deles para embarcar num soninho da tarde, né, amor? – gosto da minha cúmplice.

− Preciso passar em sua casa antes. Quero tomar uma ducha, pois estou com areia até nos ouvidos... – hum, tentador, penso comigo, mas, infelizmente, não podemos perder um minuto a mais, tendo em vista que já passam das duas da tarde e temos ainda uma bela caminhada pela frente. Não quero chegar tarde, no local, com ela.

− Não será necessário, vamos conhecer outra praia, um lugar lindo que, tenho certeza, você irá gostar.

− Estou toda picada, isto sim... Nunca vi tanto borrachudo sugarem o sangue de um corpo só.

− Será que terei que duelar com os borrachudos? – pergunto, divertido.

− Seremos dois, Carlão! – o Marcos é um cara social, vamos nos dar bem, com certeza. Ele continua − Estou aqui, só olhando a minha sereia coçar-se, a todo momento.

Ela levanta, decidida.

− Está bom, então, vamos, antes que os espadachins comecem a exterminar a população sugadora da ilha.

Caminhamos juntos, lado a lado, mudos. Procuro não falar muito para não ter que mentir para ela ou até mesmo omitir qualquer coisa a respeito de nossa aventura. Por onde ela passa todos olham e ela consegue distribuir sorrisos sem distinção. Essa simpatia toda me tira do eixo, porque me sinto extremamente possessivo e territorial e nem sei explicar o porquê!

Seus olhos castanhos profundos fitam-me, surpresos, quando, ao chegarmos ao lado do meu carro, a capota automática começa a abrir, o que fiz acionando o botão específico para esse fim, na chave.

− Surpresa?

− Se a intenção era impressionar, não vou ser hipócrita e dizer que não conseguiu.

− Então, vamos ver o quanto posso impressioná-la hoje. E não falo especificamente de coisas materiais...

No trajeto pela estradinha vicinal, com o vento em seus cabelos, a alegria e molecagem dela são contagiantes, quando se levanta, no banco, com as mãos abertas, saldando o ar que bate no seu corpo. É neste momento que tenho a certeza de que tomei a decisão certa quando quis refugiar-me com ela, por horas, num local em que nós dois pudéssemos nos conhecer melhor, sem interrupções de qualquer natureza. Conversamos a respeito da beleza da ilha, do carinho dela para com as crianças, mas, nada muito a fundo, apenas de maneira superficial. Apesar de eu querer saber mais dela, percebo que, toda vez que o assunto atinge algum ponto delicado ou muito pessoal, ela desvia a conversa, abordando outro tema. Estaciono o carro próximo à vegetação que dá acesso à trilha. Um guri vem em nossa direção e oferece repelente caseiro.

− Por quinze reais, vocês têm o melhor repelente para enfrentar os maiores borrachudos da trilha, moço − conhecedor da eficácia do repelente natural, dou cinquenta reais ao garoto e peço dois frascos.

− Ele disse trilha? – ela pergunta, baixinho.

− Sim! – respondo, mais baixo ainda.


Patrícia Alencar Rochetty...

Ele pega os frascos do garoto e estende um para mim.

− Vai precisar disto.

− Tem tantos borrachudos assim? – pergunto, já toda empolgada para entrar no matinho com o meu garanhão.

− Precaução – sedutor, pisca para mim, abrindo o frasco e derramando o repelente nas mãos, esfregando-o nos braços. Só de ver as veias que abraçam seus músculos, sinto comichões na barriga. Acompanho o brilho de seu relógio de pulso, quando move o braço para esfregar, na pele, o líquido. Este homem é um pecado e estou doidinha para me oferecer para passar o repelente nele, em todas as partes do seu corpo.

Vejo-o exagerando nas proporções de repelente e não me contenho, como sempre.

– Nossa, que exagero! Caminhar numa pequena trilha não pode dar tempo para tantas picadas assim!

− Uma bela trilha, senhora. Se vão para a praia mais linda da ilha, vocês têm dez quilômetros pela frente.

– Molequinho linguarudo – ele solta, sem querer.

Fui criada na roça, porém, faz muitos anos que moro numa metrópole asfaltada, com construções gigantescas e toda a comodidade de locomoção “mecânica”! Tudo bem que caminhar numa pequena trilha é muito prazeroso, ainda mais podendo ter a sensação de estar perdida, no meio do mato, com um homem tão gostoso como este. Mas, vamos combinar, dez quilômetros de trilha, com meus próprios pezinhos, faz-me pensar que ele deve estar louco. Não vou mesmo!

− Nem a pau vou caminhar dez quilômetros, Carlos! – afirmo, convicta.

− Senhora, se desistir, vai perder de ter uma visão do paraíso. Uma moça tão linda deveria misturar-se à beleza do lugar e agradecer a Deus por este lindo presente.

− Quanto você pagou a ele? – pergunto, divertida.

− Não negociei com ele, ainda, mas, se a sua meia volta significar que ele conseguiu convencer você, o troco é todinho dele – dá um tapa na aba do boné do garoto – Garoto esperto.

− Audacioso – retruco, piscando para ele, tão pequeno, que aparenta ter, no máximo dez anos. Fico com dó por ele ter que trabalhar debaixo do sol escaldante, sem nem uma pequena sombra para se esconder.

− Moço!!! – ouço-o chamar o Carlos – Por mais vinte reais, posso servir de guia.

− Não será necessário! Eu conheço o caminho do paraíso – ele sorri de lado para o garoto que, safado, levanta o polegar, em sinal de positivo − Estou com uma bússola, no meu pulso – olho para o braço dele e minhas pernas fraquejam à simples visão do pulso desse homem − caso desviemos da trilha... O que pode acontecer caso apareça algo emocionante que eu queira mostrar para minha linda companheira de trilha, né, garoto?

Emocionante? A palavra é excitante, Carlos Travador de Pernas! Só de pensar nessa aventura no matinho, já sinto a coceirinha do prazer cutucar-me, junto com o meu amigo Sr. G que, desde que percebeu as amplas possibilidades sexuais durante o percurso, não está dando trégua.

Convencida por um pirralho e pela emoção que deve ser andar, no meio do mato, com o bonitão, vejo-o chegar perto de mim e tirar, de uma grande mochila, que eu ainda não tinha notado, um par de tênis familiar...

− Mais uma coisa de que vai precisar... Coloca – mandão de uma figa! Coloco se eu quiser, penso comigo, mas, consigo segurar-me antes de soltar – Tem trechos de pedra, vai precisar estar com os pés protegidos – abobada, olho para minha rasteirinha e fico pensando... Como ele sabe o número que calço? Opa, pera lá, este tênis é meu!

− Que horas pegou meu tênis? – interrogo, intrigada − Pelo que sei, não saiu do meu lado, esta manhã, e também não tirei o tênis do carro, ontem à noite e a chave está... – paro de falar, porque acabo de manjar que aquela amiga traidora sabia deste passeio e não me contou! Ela estava com a chave do meu carro e, se ele está com meu tênis, das duas uma... Ou ela mesmo pegou, nas fugidinhas com o Marco, ou deu a chave para ele. Mas, não... Ele não sabia que eu tinha trazido um tênis! Só quem sabe que eu tenho um par de tênis, no carro, é minha amiga bandida, uma vez que treinamos juntas, na academia, todas as terças e quintas, portanto, ela já sabia desse detalhe do tênis – Por acaso estão montando um complô e agindo nas minhas costas?

− Apenas amigos legais contribuindo para um passeio – ri, zombando de mim. Calço o tênis, pensativa. O que será que me aguarda mais? Este homem é um verdadeiro padeiro, embora seja gostoso como um pão, tão esperto que, enquanto estou indo com a farinha, ele já vem de volta com o pão e, ainda por cima, já passando requeijão.

A trilha é bem marcada e larga, na maioria dos trechos. Meus pensamentos viajam, em meio à vegetação. O cheiro de mato e o calor escaldante começam a fazer com que eu tenha uma espécie de mal-estar, porém, não relacionado ao corpo, mas, uma sensação estranha, de agonia, como se eu estivesse sendo transportada a um passado que não vivi!! Respiro fundo e tento fixar minha atenção no presente, aliás, como o Dom Leon aconselhou. Fixo o olhar na beleza do meu Tarzan, em meio à vegetação, o que faz aflorar meus sentidos, que esquentam, cada vez mais, meu corpo! Já não me importa mais onde tudo começou e se, em algum momento, eu vá acordar do sonho que estou vivendo, apesar de que, a cada vez que ele para e pergunta como estou, se estou cansada, se está tudo bem, parece bem real este sonho... 

O que estou vivendo com ele tem sido uma experiência fabulosa e eu vou, sim, usufruir, intensamente, do que a vida está proporcionando-me. Vou, sim, dançar ao som da música que o destino está orquestrando para esta moça sortuda que eu sou! As emoções podem ser muito voláteis, durante a vida, porém, sou humana, saudável e ele é sexy como nenhum outro homem com o qual estive. Então, vou viver cada minuto pensando somente no hoje, vou seguir os conselhos do meu querido “Leôncio”. Pode até não ser eterno, mas, como dizia o bom e velho Vinícius de Moraes, “que seja infinito enquanto dure”! Bem, no meu caso, eu diria, “que seja infinito enquanto DURO”. Rio sozinha e fico aliviada ao ver que ele não percebe, porque ficaria sem graça de lhe contar...

Fico muito mais leve ao tomar a decisão de não abrir mão de estar com alguém que toca meu corpo só com o olhar, que me leva a extremos que nem eu sabia que era capaz de ir.

− A caminhada de dez quilômetros não é suficiente para eu saciar o meu desejo de ver você caminhar, rebolando entre esta trilha, de maneira tão charmosa – ele rompe o silêncio.

Interrompendo a caminhada, olho para ele e vejo que está parado, olhando para mim, com o corpo suado e a camiseta colada em seus músculos. Fico perdida, louca para sentir o seu cheiro, seu sabor. Ele me atrai de um jeito instintivo, nossos corpos tem uma química, onde a combustão acontece apenas com um olhar. 

Ele detona, só ao me olhar, qualquer barreira que eu já tenha construído. Ele não precisa dizer nada para me excitar, só de existir, ele arma e desarma todos os meus sentidos. 

− Eu, Jane, não rebola de propósito, Tarzan – brinco.

Ele ri e entra na brincadeira. 

− Eu, Tarzan, doido para Jane ficar pendurada no meu cipó.

A mais inocente brincadeira é capaz de me atiçar e assanhar.

− Jane adora pendurar-se num cipó.

Ele dá um passo, em minha direção. 

− Jane, você ouviu um barulho atrás daquele arbusto? – tolinho, eu também sei brincar disso e, percebendo sua intenção, pego-o desprevenido.

− Jane está com sede, precisa beber e saborear cipó de Tarzan, agora – seguro seu membro duro, puxando-o, em meio aos arbustos – Jane precisa tanto disso quanto do ar que respira. 

− Ele é todo seu, Jane.

Uma bomba de desejo invade-me, numa onda avassaladora e incontrolável. Fico tremendo de tanta excitação e uma espécie de desespero pelo corpo dele invade-me, como um viciado que precisa de sua dose de substância para poder ficar bem! Passo minha língua em meus lábios secos e olho diretamente para seu pacote duro e evidente. A aproximação de nossos corpos é inevitável e acontece sem que percebamos. Ele puxa-me com tanta força, que chego a pedir licença à mãe natureza por cada galho que quebramos ao tentar conter o desespero que sentimos um pelo corpo um do outro! Ele segura-me em seus braços e, de uma maneira até agressiva, quase que machuca minhas costas, pela maneira que me encosta no tronco de uma árvore. Então, ele olha para mim e fala, arquejando:

− Você é a mais linda provocadora que conheci em toda a minha vida – saqueia a minha boca e o desejo pulsa em meu sangue, meus nervos perdem os sentidos e o Sr. G, guloso, manda fisgadas até que eu esteja totalmente entregue aos seus braços. Aperto minhas coxas e o micro vestidinho de praia que estou usando sobe um pouco, facilitando o roçar de sua ereção contra a lycra do biquíni que cobre os meus lábios vaginais, já muito desejosos.

− Linda menina, ainda temos chão pela frente, então, vou foder você duro, fundo e rápido para você aprender a nunca mais me provocar tanto. Apenas a natureza será capaz de ouvir e testemunhar cada som de nosso prazer – ele fala, olhando em meus olhos, e abrindo, um por um, cada botão do vestido que estou usando. Seu foco no meu corpo, ao percorrê-lo com seus olhos, e sua boca úmida deixam-me perdida, desorientada, porque estão fazendo com que eu lembre-me de todos os lugares que ele já tocou, lambeu e mordeu e as dezenas de maneiras que ele fez-me explodir de prazer. Minhas segundas intenções em querer surpreendê-lo e dar-lhe prazer dissipam-se assim que ele abre o velcro da bermuda e tira o membro duro e pronto. Definitivamente embriagada de desejo, vejo-o puxar, do bolso de trás da bermuda, um pacotinho e, pela urgência que tem ao rasgar o envelope, tenho a certeza de que vai ser a rapidinha mais excitante da minha vida.

− Abaixe seu biquíni e vire-se para puxar meu cipó para o interior de sua caverna – ele brinca, falando rouco, enquanto eu, mais rápido que um ninja, vou abaixando meu biquíni. Faz-me virar e ficar de frente para o tronco, no qual coloco minhas mãos para me apoiar– Apenas sinta, Patrícia, e perceba como encaixa, com perfeição, cada pedacinho do meu pau, dentro da sua bocetinha – Sinto sua urgência pelo fato de me ajudar a acabar de abaixar, mais rapidamente, o meu biquíni e a descarga de adrenalina intensa, quando ele me penetra – Esta linda imagem ficará na minha memória para sempre – diz, levantando meu vestido até meu dorso, passando os dedos por toda a minha espinha – Tão linda, perfeita, com curvas redondas...e esta marca de biquíni, que não estava aqui ontem, está deixando-me louco. 

− Hummmmmm – solto um suspiro – os filmes do Tarzan, na minha época, eram mais inocentes. Geralmente ele se pendurava no cipó e não enfiava seu cipó grande na Jane.

Olho, ofegante, enquanto falo e vejo sua camisa suspendida, em seu corpo, mostrando seu abdômen e bíceps bem marcados, suas mãos, agora, estão em meus quadris, seu olhar poderoso encontra o meu. Ele penetra-me fundo e fala, contra o meu pescoço:

− No meu filme, o Tarzan adora estar totalmente enterrado na Jane.

Sua voz, deliciosa como o inferno, ecoa e age em mim como uma espécie de detonador, porque fico louca para tê-lo inteirinho e pleno, dentro de mim. Ele move-se, vigorosamente, e, a cada estocada, ele afunda mais, de forma delirante! Estou quase que totalmente fora de mim, gritando de prazer e, a fim de lhe dar o mesmo prazer, rebolo para provocá-lo. Assim que faço isso, sinto sua mão bater, com força, num dos lados de meu bumbum. Embora não possa dizer que tenha gostado nem que não tenha, estou tão excitada, que só consigo dar vazão ao pensamento engraçado que me vem à cabeça:

− Mais uma cena inédita do filme, porque, na minha época, o Tarzan defendia a Jane e não a atacava, batendo nela.

− Isto é porque, na sua época, a Jane era obediente, o que não é o caso da minha Jane provocadora. 

Meus desejos chegam ao ponto mais alto da montanha-russa em que navegam, assim que ele fala e intensifica a rotação deliciosa que só ele tem. 

Um gemido animal rasga minha garganta, ele agarra minhas mãos e coloca-as para trás.

− Isso, pequena, acorda a natureza, mistura o som do seu prazer ao canto dos pássaros. Mostra a todas as fêmeas desta reserva que seu macho leva você à loucura.

Suas palavras tiram de vez o resto de sanidade que ainda vinha mantendo, fazendo com que pareça que flutuo, além de me transformar numa criatura com necessidades selvagens. Neste momento, nem me importo com o fato dele ter dado uma palmada em mim, nem por ele chamar-me de fêmea, igualando-me a um animal qualquer. O que quero mesmo é gritar para todos os animais silvestres o quão delicioso é o prazer que vem chegando e o quanto estou entregue a ele, de corpo, mente e alma. 

Ele não tem piedade, afunda em mim até o talo e meu canal parece que vai entrar em erupção. Mas, quando ele sente que estou chegando ao orgasmo, desacelera.

Sem nem raciocinar, eu imploro, imediata e fervorosamente.

− Por favor, Tarzan, não pare!

Ele continua lento, torturando-me, tira todo o seu cumprimento de mim e coloca pedacinho por pedacinho lentamente, brincando apenas com sua glande na minha abertura. Olho para ele que está com um sorriso de êxtase, nos lábios.

– Diga para mim o que precisa, linda menina.

− Preciso de você, fundo e forte – mal termino de falar e ele preenche-me, enterrando-se, fundo e forte em mim, como pedi e, ao mesmo tempo, leva sua mão ao meu clitóris, apertando-o com maestria. Meu orgasmo vem bruto, forte e avassalador. Eu grito de alívio e de prazer ao chegar ao clímax. 

Quando se está entregue ao movimento dos ventos, nenhum galho que possa ser agarrado consegue ser a solução do dilema de encontrar uma direção. Nem o mais alto canto de uma cigarra é capaz de dizer a você que chegou o momento de se entregar e ser feliz. Talvez, quem sabe, só o brilho de um vaga-lume possa iluminar, brevemente, o seu caminho, porém, na realidade, é somente o seu coração, quando seu sangue ferver e sua barriga sentir frio, quem poderá mostrar, no instante certo, que a pessoa diante dos seus olhos é aquela que, definitivamente, mexe com você. 


Carlos Tavares Junior...

Observando as várias placas sinalizadoras, que indicam o caminho para a praia do Bonete e para as cachoeiras, constato que é praticamente impossível errar o caminho ou perder a trilha correta. 

Para falar a verdade, a única coisa que se perde, aqui, é minha cabeça. Essa deliciosa provocadora está fodendo meus miolos. Ainda sinto seu cheiro, nas minhas entranhas, misturado ao perfume da folhagem. Tento respirar fundo e curtir cada momento ao seu lado, mas, é impossível, porque, sem conseguir fartar-me dela, não consigo tirar sua imagem, de costas para mim, com aquela bunda gostosa empinada, oferecendo-se para mim, com as pernas abertas, recebendo-me e dando-me boas-vindas. Isso faz com que minhas bolas não parem de doer, com fome dela.

Eu mal acabei de fodê-la e não consigo pensar em fazer outra coisa, como se ela fosse uma droga viciante, da qual você precisa cada vez mais para poder sobreviver! Meu pau pulsa e a lembrança do meu gozo, guardado, num saquinho, em minha mochila, faz-me querer mais. Amo a natureza e sempre fui um defensor da ecologia, por isso não deixaria, por nada neste mundo, uma camisinha jogada, no meio desta bela reserva, para evitar poluir um mero centímetro quadrado daqui. 

Ela é parceira, forte e, quando abaixa a guarda, mostra que é uma bela companhia, engraçada, amistosa e que não tem frescuras. Parece que foi criada junto à natureza, em meio a índios, de tão à vontade que se sente. Nem mesmo os borrachudos intimidam-na e, longe de ter medo, aprecia e aponta as aranhas, na copa das árvores.

− Veja como a natureza é mágica! As pequenas aranhinhas tecem suas teias, que usam como armadilha para capturar os pequenos animais, na maioria insetos, de que se alimentam. É lindo ver como cada espécie de aranha tem um padrão de teia típico, pelo qual se pode, muitas vezes, classificá-la! Sou fascinada por isso, assistindo, sempre que posso, o Animal Planet para saber mais a respeito dessas criaturas que vivem nas matas.

− É uma pena o homem estar acabando, tão rapidamente, com toda a fauna e flora – faço um comentário, maravilhado com a sua perspicácia em explicar um simples ato.

− Verdade! E o pior é que somos responsáveis, mesmo que inconscientes, tanto quanto qualquer um que desmata ou se apropria, indevidamente, de reservas. Somos coniventes quando adquirimos produtos que acreditamos serem essenciais para a nossa sobrevivência, mas, que causam danos ao meio ambiente. 

Como posso concentrar-me nas suas palavras, quando estou sofrendo por querer abraçá-la, beijá-la e dizer que estou encantado, não apenas com seu corpo e sua performance sexual, mas, também, com a sua sabedoria e inteligência. 

Sua espontaneidade assombra-me! Fico refletindo a respeito de sua mensagem, enviada mais cedo, e nas suas atitudes contraditórias. Ao mesmo tempo em que me diz não, ela é receptiva e diz sim. Talvez esteja na hora de ir a fundo e conhecer um pouco mais dela, mesmo que ela continue a se esquivar. Esta possibilidade vai além do que eu tenho planejado para este momento da minha vida, mas, também, o que mais quero? Minha carreira profissional está consolidada, minha empresa conta com profissionais capacitados, a ponto de me permitir administrar muito bem tudo, sem necessitar anular minha vida pessoal, nem diminuir a qualidade da minha performance na condução dos meus negócios. Meu lado dominador dá um alerta no sentido de que, com relação a ela, tudo se trata muito mais do que um simples querer, porque sinto uma necessidade incontrolável de me dedicar a esta linda menina. 

O brilho dos seus olhos e suas atitudes molecas, inclusive aparecendo até mesmo no simples ato de colocar uma flor atrás da orelha, provam-me o quanto esta aventura de dedicação a ela pode ser prazerosa e apaixonante. Percebo, nitidamente, que ela tem medo de algo e que, talvez, nenhum homem tenha sido capaz de conquistá-la ou, então, até mesmo possa ter sido machucada por algum bastardo. Isto gela meu sangue. Não consigo aceitar que uma menina, contraditoriamente tão madura e inocente, ao mesmo tempo, possa ter sido magoada. 

Incapaz de conter meus sentimentos, aceito-os e percebo que quero mover suas defesas, então, farei de tudo para reconstruir sua confiança novamente, de maneira a acreditar que pode ser feliz, junto a mim.

Ao chegarmos a uma subida íngreme, considerada difícil de transpor, pego em suas mãos, para impulsioná-la. Ao que ela, sem nem mesmo perceber, posto que deve ser uma atitude comum nela, reage, agressivamente.

− Você não está achando que esta pequena subida vai deixar-me com a língua de fora, está?

− Por que você é tão arredia? Nem ao menos considera que meu gesto é apenas uma demonstração de carinho, a fim de lhe poupar de empreender um enorme esforço, ao lhe oferecer minha força! – disparo, mesmo sabendo o quanto ela não gosta de se sentir exposta e vulnerável. E, pela carinha que faz, acho que minhas palavras fizeram com que ela ficasse mais vulnerável do que meu gesto poderia fazer. Estranhamente, meu coração aperta por ver que ela parece sofrer.

Quando chegamos à travessia do Rio Areado, ela rompe o silêncio.

− Carlos!

− Oi...

− Você é um cara legal e peço desculpas por minha atitude mais cedo. Vivi, durante anos, antes de vir para São Paulo, no Sul, e a cidade onde eu morava tinha cachoeiras lindas, o que fez com que eu ficasse acostumada com penhascos íngremes para poder ver a beleza da natureza. 

Sua confissão e pedido de desculpas deixam-me feliz. Ela permitiu uma pequena abertura, em sua barreira, ao abrir seu coração para expor sua intimidade.

Tendo sido aliviado o peso de seu silêncio, em minhas costas, o único peso que fica é o da minha mochila, porque parece que eu quis colocar tudo o que fosse possível, dentro dela. Deveria ter trazido só o essencial, porque esses pequenos brinquedinhos leves, juntos, fazem com que a carga comece a pesar. 

Ouço o som da primeira queda d´agua, na qual paramos para nos refrescar. A água é cristalina e renova nossas energias. 

− Que delícia! – digo, assim que me refresco com a água gelada, porém, dentro de mim, sei que esta minha reverência não é para a água, mas, sim, para a beleza natural e deslumbrante da minha pequena, em meio a esta natureza maravilhosa. 

− Está gelada?

− Sim. Mas, como eu sei que gata tem medo de água, vem aqui que te dou força, rapidinho, e, de quebra, esquento-te com muito prazer.

− Garanhão, nem que você não me esquentasse eu recusaria uma beleza desta. Já esqueceu o que acabei de dizer a respeito de amar quedas d´água. 

Na primeira cachoeira que atravessamos, tem uma ponte. Curtimos a água, brincamos e não temos aborrecimentos ao passar, no entanto, na segunda, atravessamos tendo água até os joelhos. Já na terceira, somos contemplados com uma ponte natural, feita de pedras grandes, pelas quais passamos com um pé na frente do outro, tão estreita que é. É neste momento que ela rompe minhas últimas resistências quanto a querer um relacionamento duradouro com ela, ao me deixar emocionado, quando estendo a mão para ela, que a aceita e permite-me ajudá-la a atravessar aquele trecho.

Com o coração pulsando forte e intensamente, reflito que também a trilha de acesso ao paraíso, que é manter esta menina ao meu lado, é uma verdadeira aventura e um desafio que não posso permitir-me não vencer. Apesar do pouco tempo com ela, sinto que já se tornou uma parte inerente e indispensável do meu ser, sem a qual não tenho a menor condição de ficar. 

Ao atingirmos o ponto mais alto da nossa subida, encontramos uma vista de tirar o fôlego, Bonete abaixo. 

− Isto é o paraíso! – ela abre os braços – Olha, tem um pequeno vilarejo em meio a esta maravilha.

Abraço-a, feliz por ter gostado da surpresa. Não consigo evitar pensar que, apesar de ela ter uma amizade sólida e duradoura com a amiga Bárbara, não lhe revelou esse seu lado, deixando-a pensar que é completamente urbana e dependente dos confortos da vida moderna, sequer cogitando uma aventura desta! Ao mesmo tempo em que fico triste por minha menina achar que tem que se resguardar até mesmo das pessoas que ama e confia, fico feliz ao constatar que suas barreiras não estão em pé apenas contra minha entrada, mas, de qualquer pessoa que queira ir mais a fundo, na vontade de conhecê-la mais profundamente. Com uma sensação de pesar por ela, digo:

− É uma pequena comunidade de pescadores, com pouco mais de 300 habitantes, sendo uma das comunidades mais antigas da ilha. Eles vivem do turismo e da pesca, mantendo um estilo de vida muito simples. Até recentemente, não tinha nem energia elétrica, até que receberam um gerador de um doador. Então, em determinadas horas do dia, o equipamento leva água até eles, diretamente das cachoeiras. Há algumas pousadas, ali, que conheço e gosto muito... – faço uma pausa, porque tenho consciência de que o que vou dizer a ela, agora, pode fazer tudo o que preparei para nós ir por água abaixo, apagando todo o prazer que desfrutamos até agora − Um dia, podemos ficar em uma delas, mas, por hoje, tenho outros planos para nós.

− Não acredito que viemos até aqui e não vamos até a praia para mergulhar! – ela ainda não se deu, ou não quer se dar, conta do que eu disse. 

− Claro que vamos! Você percebe que caminhamos por 4 horas e que já são 6:45h da tarde?

Ela põe a mão na boca, admirada.

– Você não está dizendo que voltaremos toda a trilha, durante a noite. 

− Claro que não... Esta nunca foi minha intenção. 

− Não?

O brilho de surpresa em seus olhos, confirmam meus receios.

− Não! – queria que ela, neste momento, fosse como um livro, onde eu pudesse abrir e ler seus pensamentos. 

− E posso saber qual é a intenção, já que faço parte deste plano mirabolante, do qual, tenho certeza, o casal Doriana não apenas está a par, mas, também colaborou para que fosse possível?

− Passaremos a noite aqui e, antes que responda se quer ficar, tenho algo a dizer. Quero jogar limpo − sou um dominador e estou louco para que você renda-se à minha dominação, penso comigo, mas, não falo, porque é muito cedo para isso – O Marco e a Bárbara duvidaram que você sobreviveria à trilha – rio da confissão mais amena que faço para ela – Amanhã, pela manhã, eles estarão aqui, na praia para passaram o dia com a gente. A diferença é que eles virão de barco. 

Olho em seus olhos, curioso da sua resposta.


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