domingo, 1 de novembro de 2015

O Juiz - Série Secret Garden - Capítulo 01

Capítulo um

Noah

— Ligue para a polícia e mande-os encontrá-la.

— Senhor Lancaster – o chefe da segurança fala — Só poderemos dar queixa de desaparecimento, quarenta e oito horas depois do ocorrido.

— Eu sou o juiz dessa cidade, de alguma coisa minha autoridade tem que valer. E mais, pode ser vingança... – minha paciência está esgotando e meu desespero tomando conta. Onde Alyssa se meteu?


— Meu amor, ela é adulta, você tem que parar com isso. Alyssa deve estar se divertindo com as amigas por aí – Carly entra falando para mim.

Alyssa não tem muitas amigas e a maioria das que tem, são nerds. Elas não fazem o tipo que saem para se divertir a noite. São mais do tipo que se juntam para fazer algum tipo de experiência científica. Desde que os meus pais morreram há poucos anos atrás, sinto a necessidade de proteger minha irmã caçula de tudo. Trouxe-a de Nova Jersey para morar comigo em Nova York, onde sou juiz. Apesar de ser adulta, senti-me melhor tendo-a sob meus cuidados, afinal, ela é a única família que me resta.

Alyssa tem vinte e oito anos, é neurocientista bem-sucedida. Somos muito parecidos fisicamente, loiros, olhos verdes, sua pele branquinha, destaca suas delicadas sardas no nariz e nas bochechas, coisa ausente em mim. A beleza é uma característica de família, muitos que nos veem, acham que somos modelos. Modéstia à parte, eu tenho espelho em casa.

Tenho trinta e oito anos e minha carreira no judiciário foi meteórica. Trabalhei muito e desde cedo, para me tornar um juiz respeitado. Quando eu tinha dezesseis anos, vi um amigo morrer nas mãos de traficantes, desde aquele momento, decidi fazer minha parte com a sociedade, sendo um juiz. Não quero vingança, apenas quero um lugar seguro, onde as pessoas tenham seu direito de ir e vir, sem medo de que algo as aconteça ou que alguém as matem.

Não sou casado, mas tenho uma namorada de algum tempo, que trouxe para morar comigo há poucos meses, ultimamente tenho dúvidas se foi a coisa certa a se fazer. Carly é uma mulher bonita, alta, um belo corpo, mas a acho magra demais. Seios pequenos, cabelos lisos e castanhos, em um corte Chanel. Sua boca é o que tem de mais bonito, parece desenhada e a desgraçada chupa como ninguém. No começo, ela era boa na cama, às vezes a achava meio forçada, mas seu boquete compensava tudo. Hoje, não posso falar a mesma coisa.

A conheci em uma das festas de Christopher, um dos meus melhores amigos e desde então, estamos juntos. Ela é assessora de um importante político, cargo esse, que não nos permite estar juntos constantemente. E o fato de não ser constante, é o que me fez ficar com ela até hoje. Gosto de estar com ela, mas casamento, por enquanto, não faz parte dos meus planos. Minha vida está muito boa assim. Pensando bem, minha relação com ela já foi melhor, tínhamos mais a oferecer um ao outro, principalmente na cama.

Nos últimos tempos, minha vida tem sido monótona. Nada mais me surpreende ou me desafia, e isso deixa-me entediado e consequentemente, de mau humor. O desaparecimento de Alyssa, foi o que me tirou desse marasmo em meses. Não acho isso divertido, só que o nervoso despertou minha adrenalina.

Tiro meu celular do bolso e vou até a varanda, longe de todos para fazer uma ligação.

 — Rebecka?

— Oi, Noah. Tudo bem?

— Não como gostaria. Eu queria uma de suas melhores meninas...

— A de sempre?

— Não. Quero algo novo.

— Já tenho alguém em mente. A que horas?

— A qualquer momento. Tenho que solucionar um problema e depois vou até aí.

— Ok. Noah?
— Sim.

— Sabe que podes contar comigo sempre, não é?

Respiro fundo.

— Sei sim, Becka. Obrigado.

— Disponha, meritíssimo.

Rebecka é uma grande amiga, viúva de um dos meus melhores amigos, Roger Lamarque, morto em um assalto muito suspeito. Roger e eu crescemos e vivemos no mesmo lugar, em um bairro de classe média. Na adolescência, encontramos Christopher e dois anos mais tarde, Benjamin ou Ben, como gosta de ser chamado. Éramos inseparáveis, passamos por muitas coisas juntos, aventuras inesquecíveis.

Lembro-me do dia em que ele conheceu a Rebecka, ela era uma das top model´s mais bem pagas do mundo. Foi amor à primeira vista, era muito bonito vê-los juntos. O que mais admirava na relação deles, era o fato dela não se incomodar com os amigos, com a gente. Pelo contrário, ela se integrou tão bem, que passou a ser uma de nós.

Quando nos despontamos em nossas carreiras profissionais, sentíamos a necessidade de ter um lugar onde podíamos nos distrair. Roger que vinha de uma temporada em Amsterdã, teve a ideia de abrir uma casa noturna para VIP´s, só podem entrar quando são convidados por outros membros. E fundamos a Secret Garden, Roger era o proprietário, mas nós, Christopher, Ben e eu, formamos uma espécie de conselho.

O clube oferece shows de belas meninas, inclusive de strip-tease. Lindas acompanhantes para qualquer diversão que queiram dentro das instalações. Mas a pérola do lugar é o bar, temos uma gama gigantesca de bebidas, algumas são artesanais, mas Becka conseguiu trazer as mais especiais. Por falar em Becka, quando ela soube do lugar, foi contra, nunca quis tomar partido de nada lá. Mas assim que seu marido faleceu, ela não só assumiu, mas arrumou o lugar. Ser cliente do Secret Garden hoje, é o sonho de muitos.

As meninas que trabalham lá, são universitárias, a maioria estão ali para terminar de pagar seus estudos. Há as profissionais, essas cobram uma fortuna por suas apresentações. Elas também fazem programas, que não são nada baratos, mas nessa parte, o clube já não entra. Temos dois barmen e uma barwoman, um tanto misteriosa e eles dão um charme à parte ao clube.

Vejo os seguranças se movimentarem pela extensão dos jardins e volto a pensar, desde quando preciso de seguranças? Um, já era o suficiente para mim, mas para essa casa, precisa-se de um exército. Moro em uma mansão aos arredores de Manhattan, em um bairro luxuoso, mesmo preferindo a minha cobertura na Quinta Avenida. Meu imóvel não perde em nada para essa casa, é tão luxuoso quanto.

Carly insistiu que eu mudasse para uma casa, assim seria mais acolhedor para Alyssa. Só que, eu não acho que uma casa desse tamanho, seja acolhedora, mal nos encontramos quando estamos todos em casa. Para pedir alguma coisa a minha governanta, tenho que ligar, na cobertura, bastava falar um pouco mais alto.

Trouxe minha namorada para cá, para que minha irmã não se sentisse tão solitária e por fim, mal vejo a garota. Alyssa não é de sair e não dar notícias, sempre foi tão responsável. O que está acontecendo com a minha irmã? Alguém bate na porta e interrompe meus pensamentos.

— Benjamin está aqui para vê-lo, Noah – Martha, minha governanta anuncia.

— Cara, está difícil falar com você hoje – viro-me e vejo ele logo atrás dela — Martha, já conversamos sobre esse Benjamin, eu não sei quem é esse cara – ela sai sorrindo e balançando cabeça — O que houve? – ele vem em minha direção, apertamos as mãos.

— Alyssa sumiu há horas e ainda não apareceu, nem ligou para dar satisfações. E você, o que te trouxe aqui?

— Soube que o porre da sua namorada viajou e vim beber com o meu amigo. Que agora tem uma mulher, uma mansão e... – Ben abre seu terno sob medida e senta-se em um dos sofás do meu escritório.

— Quem tem uma mansão? – Carly entra e Ben faz uma careta. Ele não a aceita, aliás, nenhum deles a aceitam. Eu gostaria que eles a reconhecessem como foi com a Becka, no fundo sou agradecido por isso não acontecer. As chances de casar caem drasticamente com isso. Graças à Deus!

— Alguém que conhecemos – falo fazendo uma careta para Ben.

— Boa noite, Benjamin – ela volta-se para ele.

— Boa noite, Carly. Bom, Noah, quando tiver notícias da Alyssa, avise-me por favor – Ben responde já se levantando.

— Onde você vai? – pergunto.

— Para casa. Não quero atrapalhar vocês. Até mais, senhorita Porter.

Acompanho-o até a porta.

— O que vocês têm contra a Carly, Ben?

Ele encara-me.

— Não temos nada contra ela, mas você há de admitir que a pessoa não é muito sociável. A aceitamos porque ela está com você, só não peça mais que isso.

— Ok. Obrigado. Eu acho...

— Sobre sua irmã, se precisar de alguma coisa, ligue-me. E faça isso quando ela chegar. Boa noite, Noah.

— Boa noite, Ben.

Esses caras são meus alicerces. Quando meus pais morreram há cinco anos atrás, eles foram meu apoio e o de Alyssa. Desmarcaram todos os compromissos para ficarem conosco no nosso tempo de luto. Não seria grande coisa se Christopher não fosse um importante político, prestes a se tornar senador dos Estados Unidos e Ben, um dos três advogados criminalistas mais condecorado do país. Não posso esquecer-me de Roger e Becka.

Ainda estou na porta, quando um carro conhecido encosta na entrada. Uma mulher ruiva desce, dá a volta e abre a porta do carona. Com dificuldade, ajuda uma Alyssa bêbada a sair do carro. Corro em direção as duas e pego a minha irmãzinha no colo.

— O que você fez com a minha irmã?

— Eu a trouxe para casa – sua voz é forte, mas aveludada. Ela olha para mim séria e levanta uma sobrancelha, que parecia desenhada de tão perfeita.

— O que fizeram com você, pequena? – entro e subo as escadas correndo para colocar minha irmã na cama e chamar um médico.

— Ela afogou as mágoas em dois copos de vodka. Tirando a ressaca, ela estará bem amanhã.

Viro-me para saber o que aquela infeliz estava fazendo dentro da minha casa e foi a pior merda que fiz. A visão daquela mulher de longos cabelos vermelhos, pele incrivelmente branca e grandes olhos verdes, parecia miragem. Seu corpo é escultural dentro daquelas roupas de couro preta, seus seios são fartos, cintura fina e quadris largos, fizeram meu pau reagir na hora!

— Quem é você? – ela não é estranha.

— Sou barmaid do Secret Garden, excelência – ela sorri de canto e se escora no batente da porta. Contemplo-a e enxergo suas botas de saltos altíssimos. Gostosa...

— Eu sabia que não era estranha – cruzo os braços e a questiono — O que diabos você fez com a minha irmã?

— Ela apareceu no clube um pouco nervosa e como é sua irmã, permitiram que entrasse – seu sorriso desaparece e sua postura fica ereta — Ela sentou no bar e pediu a bebida mais forte, eu não queria decepciona-la com uma fraca, mas também não iria dar um bombástico. Só olhar para ela, percebe-se que não é do tipo que bebe.

— E?

— Servi duas doses de vodka e chamei a senhora Lamarque, que pediu-me gentilmente para traze-la segura para casa.

— Eu não sei o que está acontecendo com ela... – olho mais uma vez para minha irmã.

— Ela é uma boa menina e como toda boa menina, preferiu engolir o que a incomoda. Ela repetiu várias vezes alguma coisa de um idiota que comprou uma casa enorme sem necessidade, para uma safada que não o fará feliz. Também disse que não aguenta ficar rodeada por seguranças e que depois que o idiota mudou para a mansão, a deixou de lado...

— Ela falou nesses termos? – pergunto aproximando-me dela.

— Idiota e safada foi uma contribuição minha, o resto foi ela quem disse. Por que?

— Porque o idiota sou eu e a safada é a minha namorada, minha futura noiva – se Deus quiser, um futuro bem distante.

— Desculpa... – sua cara é hilária.

— Você não é a tal da conselheira das mulheres desesperadas? A mente que induziu o cretino do Isaac a se casar com uma das meninas? – aponto para ela.

— Não induzi ninguém a nada! Só ajudei a Nicki a perceber que era muita areia para o caminhãozinho do babaca do seu amigo – ela dá um passo para frente — E mais, vossa excelência, idiota é pouco para o cara que faz a própria irmã achar motivos para se embebedar.

— Você é muito petulante – dou mais um passo em sua direção, ficando cara a cara com ela.

— Você é arrogante! – e ela não foge.

— Mal-educada!

— Estúpido!

— Posso mandar te prender por desacato ou por ser uma charlatã com esse negócio de terapeuta de mulheres desesperadas – seu delicioso perfume enche meu nariz, irritando-me ainda mais.

— Eu não sou charlatã, só ajudo as mulheres a não caírem em camas de cretinos como você!

— Cretinos como eu, detestam mau comidas como você – sem encostar nela, a encurralo na parede com meu corpo.

Ela abre sua boca em um perfeito “o”, ficando ainda mais bonita. Estava prestes a beija-la, quando ouço Carly chamar por mim. Afasto-me e vou em direção a Alyssa que dorme babando em seu travesseiro rosa.

— Quem é essa mulher, Noah? – Carly fala olhando a garota dos pés à cabeça.

— Ela é... – Fico olhando para a ruiva e pensando rápido de como apresenta-la.

— Eu sou Madison, uma amiga da Alyssa. Bom, excelência, sua irmã está em casa sã e salva. Já estou indo – solto o ar aliviado. Se Carly souber do clube, não me deixará em paz nunca mais.

— Obrigado, Madison. Vou pedir para que alguém a leve para casa.

— Não – ela levanta a mão — Não há necessidade. Boa noite.

Carly se prontifica a acompanha-la e as duas se vão. Sento no puff rosa de bolinhas brancas que há aos pés da cama e contemplo o nada. O que aconteceu aqui? Que mulher é aquela? Ajeito-me, porque só de pensar naquela boca, meu pau já se agita. Fazia tempo que uma mulher não me excitava dessa maneira, mas o fato de ser uma feminista ferrenha, me faz brochar na hora. Merda!

8 comentários:

  1. Nossa! Nossa! Nossa!
    Gente para tudo cadê o resto quero maissssss! Que maximo !!!
    Adorei !!!
    Essa Madison é duro na queda !!!

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    1. Oi vc tem esse livro em pdf
      Podes mandar pra mim.
      Julianalppinheiro@gmail.com.
      Obrigada.

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    2. Oi vc tem esse livro em pdf
      Podes mandar pra mim.
      Julianalppinheiro@gmail.com.
      Obrigada.

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  2. oi vc tem esse livro em pdf, pode manadr pra mim.
    renata-airam@hotmail.com

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Se alguém tiver,tbm quero POR FAVOR.
    ednaamorim2008@hotmail.com

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